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Iniciou-se no dia 15 a Semana de Acção Global Contra a Violência Armada. Até dia 21 de Junho, terão lugar vários eventos em mais de 85 países com o objectivo de chamar a atenção para o custo humano da proliferação e uso indevido de armas ligeiras. Para as mulheres, a casa é o local onde estão expostas a maiores riscos de violência armada. As estatísticas são alarmantes. Quando existe uma arma de fogo em casa, as mulheres ficam três vezes mais expostas a mortes violentas. Os perpetradores são muitas vezes companheiros, actuais ou passados, algumas vezes com historial de violência doméstica. Além disso, por cada mulher assassinada ou ferida com arma de fogo, muitas outras são ameaçadas. É por estas razões que activistas em Portugal se juntam a pessoas em mais de 28 países para exigir políticas que mantenham as mulheres livres de violência armada.
No âmbito desta campanha, o recém criado Observatório sobre Género e Violência Armada (OGiVA), do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra organiza no próximo dia 29 de Junho, em Coimbra, no Teatro da Cerca de S. Bernardo, pelas 21h30, a ante-estreia do documentário “Luto como Mãe”, realizado por Luís Carlos Nascimento. A longa-metragem centra-se nas histórias de sobreviventes, mães, irmãs e viúvas, que perderam os seus familiares em actos de violência armada urbana no Rio de Janeiro e que por essa razão lidam diariamente com a desarticulação familiar, as dificuldades financeiras e o estigma. Depois da exibição, terá lugar um debate com o realizador e uma das intervenientes no documentário, Elizabeth Paulino, onde serão discutidos os impactos diferenciados da violência armada, bem como exemplos de militância colectiva contra a violência. |